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PL das Idades para PM e BM: o Veto de Lula e o Que Está em Jogo no Congresso

Amanhã, 18 de junho de 2026, o Congresso Nacional realiza sessão conjunta às 10h no Plenário da Câmara dos Deputados para analisar o Veto nº 1/2026, entre outros vetos presidenciais pendentes. Na pauta está uma das questões mais aguardadas por candidatos a concursos públicos: o veto integral do presidente Lula ao PL 1.469/2020, que estabelecia a idade máxima de 35 anos para ingresso nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros Militares de todo o Brasil.

Se você está se preparando para concursos da PM ou do Corpo de Bombeiros, este artigo é um raio X completo de tudo que você precisa saber.

O que era o PL 1.469/2020?

O Projeto de Lei 1.469/2020 tinha um objetivo claro: padronizar nacionalmente a idade máxima para ingresso nas carreiras militares estaduais. Atualmente, cada estado define suas próprias regras, com limites que variam geralmente entre 25 e 35 anos — o que cria uma disparidade enorme entre os candidatos dependendo da UF onde prestam o concurso.

O texto aprovado pelo Congresso fixava:

Essa última definição era especialmente importante: garantia que o candidato não fosse prejudicado por atrasos no processo seletivo após a inscrição.

A tramitação: uma jornada de 5 anos no Congresso

O PL percorreu um longo caminho legislativo:

Por que Lula vetou?

O Executivo apresentou dois argumentos principais para justificar o veto total:

1. Inconstitucionalidade por violação ao pacto federativo

O governo alegou que a lei "afronta a autonomia federativa" dos estados. Como as PMs e Corpos de Bombeiros são corporações estaduais, a definição de critérios de ingresso seria competência de cada unidade da federação, e não do governo federal.

2. Contrariedade ao interesse público

A mensagem de veto também sustentou que a padronização nacional "ameaça a capacidade de gestão estadual de efetivos", argumentando que cada estado tem realidades, demografias e necessidades operacionais diferentes, o que justificaria autonomia na definição dos requisitos etários.

Os críticos do veto, porém, rebateram esses argumentos: o próprio PL alterava o Decreto-Lei nº 667/1969, que já é uma norma federal que organiza as PMs e Bombeiros em todo o país — logo, a competência federal para legislar sobre o tema já estava consagrada. Além disso, a Lei Orgânica Nacional das PMs (Lei 14.751/2023) já demonstrou que o Congresso pode estabelecer regras gerais nacionais para essas corporações.

O que acontece amanhã no Congresso?

A sessão conjunta do Congresso Nacional está convocada para amanhã (18/06/2026), às 10h, no Plenário da Câmara. Na pauta estão os Vetos nºs 1, 2, 4, 6, 7, 9, 10, 14, 15, 16, 18, 19 e 22 de 2026, além de projetos do Congresso Nacional — ou seja, o VET 1/2026 (o veto ao PL das idades) está incluído.

As regras do jogo

Para derrubar o veto presidencial, são necessários:

Cenário 1: o veto é derrubado

Se o Congresso reunir os votos necessários para rejeitar o veto, o PL 1.469/2020 segue para promulgação — o presidente tem 48 horas para promulgar, e se não o fizer, o próprio presidente do Senado o faz.

Os efeitos práticos seriam imediatos e nacionais:

Cenário 2: o veto é mantido

Se o Congresso não conseguir os votos mínimos (257 deputados + 41 senadores), o veto é mantido e as coisas continuam exatamente como estão:

Do ponto de vista político, manter o veto seria uma vitória do governo Lula, mas representaria um retrocesso para o movimento dos candidatos a concursos militares estaduais que acompanham o tema há anos.

O contexto político: as chances de derrubada

O cenário político é relevante para entender as chances. Em 2026, o Congresso já demonstrou disposição para derrubar vetos de Lula em temas polêmicos. O exemplo mais recente foi o PL da Dosimetria (abril de 2026), derrubado por 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado — ampla margem acima do mínimo exigido.

O tema das idades para PM e BM tem forte apelo popular e bipartidário, especialmente entre parlamentares das bancadas de segurança pública. Por outro lado, o argumento do pacto federativo costuma ser respeitado por governistas e por parlamentares de estados que resistem a padronizações nacionais.

O que fazer se você está se preparando para concursos da PM?

Independentemente do resultado de amanhã, o candidato precisa continuar estudando. As principais lições práticas:

A política define as regras do jogo. Mas quem decide se você vai passar é o seu estudo — e isso está 100% nas suas mãos.


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